Matriculei-me na academia algumas vezes, com o objetivo de me exercitar para ter o corpo escultural dos meus sonhos e mais saúde. Mas todas as vezes em que o fiz – mais ou menos cinco – me tornei o chamado “aluno fantasma”, pois parava de ir e não tinha coragem de cancelar a matrícula, na esperança de um dia voltar, simplesmente para não lidar com a frustração de dizer que desisti. Quantas pessoas você conhece que já passaram por isso? Arrisco-me a dizer que até mesmo você – querido(a) leitor(a) – já passou por essa situação, e acredite: está tudo bem se você desistir. Agora cabe o questionamento: o motivo de tantas matrículas fantasma na academia se dão porque as pessoas realmente querem ter corpo bonito e saúde ou porque a sociedade impôs que para as pessoas serem aceitas elas têm que ser assim?

Esse exemplo mostra o quanto nos enganamos quanto às nossas metas. Quais são os seus objetivos reais e quais são os que são impostos por fatores externos a você? No contexto das influências externas podem estar presentes a sociedade como um todo, seus familiares e amigos, entre outros. É difícil fazer essa separação. Quantas vezes fazemos coisas que nos sentimos obrigados a fazer? Quantas pessoas nesse mundo encontram-se naquele emprego que não gostam pela obrigação de ter dinheiro para pagar as contas ou até mesmo por status? Quantas pessoas vestem máscaras quando estão na presença de determinadas pessoas para se sentirem aceitas? 

E a pergunta que não quer calar: quem é você e o que VOCÊ quer? Ninguém é capaz de responder isso, se não você mesmo(a). 

Ao colocarmos como meta algo que não é a nossa vontade genuína, corremos o risco de viver o sonho de alguém. Você já se imaginou vivendo o que outra pessoa espera de você? Parece errado, não é? A vida dessa forma pode levar à frustração por seguir um caminho que acredita-se levar à felicidade, mas quando você chega lá, aonde está essa tal felicidade? Talvez seja por isso que a sociedade está ficando doente. A insatisfação constante tem levado pessoas a diagnósticos como a ansiedade e a depressão e ao consumo de drogas das mais variadas para amenizar a dor de viver o que fora imposto.

Pode-se utilizar como base, também, a Lei da Atração. Quando estipulamos um objetivo que é do nosso ego – quando queremos ser aceitos ou para provar algo para alguém -, e não da nossa alma, pode ser que não se realize, por não estar alinhado com o que é o melhor para sua evolução espiritual. E aí, mais uma vez, mora o perigo de cair em frustração, achando que se é incapaz ou que nada dá certo para você. Mas, sabendo da importância de estar alinhado com seus valores e com o que você sente no seu íntimo, é possível analisar e compreender o que tal “fracasso” tem a te dizer. Assim, fica mais fácil de ser sincero consigo mesmo e buscar apenas o que você, de fato, quer.

Como disse, nem tudo está perdido, porque sempre existe o caminho da libertação: aquele modo de viver em que não é preciso ser aceito em todos os grupos ou lugares que você for, no qual é possível dizer “não” para as pessoas amadas e ir viver algo que seja do seu interesse. Não é um caminho fácil, pois é preciso desconstruir os padrões que vêm sendo seguidos há algum tempo em sua vida. Porém, começando devagar e com força de vontade se vai longe. Experimente dizer não a uma saída no fim de semana que você não quer sair ou fazer as coisas na hora em que sentir que o seu corpo quer fazer. Não se force a fazer pelos outros, faça por você! 

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