Você conhece algum bonzinho? Aquela pessoa que vive dizendo sim sem dá conta do peso da bagagem dos outros que já carrega nas costas. Quem diria que aquela pessoa que não é capaz de ferir alguém seja tão cruel, grosseria e dura consigo mesma! Porque torna-se tão necessário ser “bonzinho” com os outros enquanto padece do amor próprio?

Em alguma parte da história os bonzinhos acreditaram que eram fracos, menores ou insuficientes. Acreditaram que amor, a principal nutrição emocional da nossa raça, está sempre no outro. E não importa o que o outro lhe peça, inconscientemente, há uma obrigação, velada, em pagar antecipado com “favores” um pouco de amor que o outro, porventura, tem e quem sabe pode doar um tantinho.  

Não raro, são pessoas extraordinárias! Altamente observadoras, aprenderam a arte da agilidade. A cobrança por “servir” mais e melhor contribuíram para aprenderem e desenvolverem inúmeras habilidades, ainda que o mérito de suas iniciativas sempre caia no colo de alguém.

A saga da busca por reconhecimento, por agradecimento ou por qualquer atitude que o faça sentir-se digno de amor é ainda maior quando recebe genuinamente um amor sincero. Por não conseguir apropriar-se de nenhum amor direcionado a ele. Afinal, conhecendo-se a si mesmo na intimidade acredita não merecer o próprio amor, como é que alguém que lhe conheça parcialmente poderá gostar do que vê? É natural que neste ciclo não acredite em pessoas verdadeiramente amorosas e acaba atraindo para si pessoas que o tratam como trata a si mesmo. E como podem prevê, outros bloqueios, traumas, ansiedade, estado depressivo podem advir deste comportamento. Neste caso, o “bonzinho”, na tentativa de ser herói, torna-se vilã da própria história.

Note, caro leitor, que ninguém ao redor pede ao bonzinho para se prejudicar, ninguém repete ao pé do seu ouvido que ele precisa fazer alguma coisa para ser amado e nem tampouco é menor que os demais. Este é um pensamento que insistentemente está sendo alimentado na mente, sustentado pela crença em seu desmerecimento!

Mas, Rah! Quem nunca se identificou com este papel em algum momento da vida que atire a primeira pedra! Na busca por nutrição amorosa, é bem provável que todos já cometemos barbaridades contra nós mesmos. Além disto, muitos dos nossos irmãos da família humana ainda estão presos, identificados com o “bonzinho” como se fosse uma característica inerente à própria personalidade.

Se você sente-se fazendo parte deste grupo, não estás sós! Nas linhas abaixo, estão um modelo que você pode seguir, ou inspirar-se nele para desenvolver o seu amor próprio. Verá que ser “bonzinho” é transitório e você ainda pode tirar muito proveito disto!  

Perceba que uma parte de você sabe muito bem do que é capaz. Vez ou outra você tem relapsos de sonhos, desejos que não leva em consideração esta dependência de aprovação e amor, não é? Enquanto outra parte está tão machucada e vulnerável que acredita nunca poder! Então, precisamos primeiro identificar a parte da sua manifestação que é você e a parte que é o medo.

Desidentificação com a mente: Quando a sua mente estiver com pensamentos destrutivos sobre você: Inspire falando mentalmente “Eu não sou a mente”. Expire falando “Eu não sou o corpo”.

Você irá observando aos poucos, que você não é aquela mente que pensa tais destrutividades. A sua mente é uma parte de você, assim como é os rins, o coração e outros órgãos. E você pode observá-la!

Diálogo entre o Self 1 e  self 2: É o diálogo entre a parte de você que leu e compreendeu este texto e aquela parte, que mesmo sabendo disto, vai ficar sentindo-se excluído ou inferiorizado no trabalho segunda feira. Seguramente, o hábito deste diálogo irá trazer um ganho de consciência e te expandir completamente! É necessário ser uma conversa sincera, na terceira pessoa, com respeito, amorosidade, sem críticas, julgamentos ou cobranças. Self 1 é o seu Ego, a sua parte dolorida por uma experiencia passada. E o Self 2 é a sua consciência. (Fique a sós) Você pode começar com o self 2 perguntando ao self 1 o que, de fato, as tais pessoas tem de grandiosidade que o self1 não tenha ou não possa ter?

(Estimule esta conversa, vários dias na semana. Quando terminar, despeçam amigavelmente).

Treinando o poder de decisão e da auto-Confiança: Você já notou o quanto de coisas que já realizou, mas ainda assim não consegue extrair um orgulho saudável que brota no peito por você mesmo? Tá faltando bravura neste peito! Você não precisa de certezas para decidir, caso contrário não seria uma decisão. Você precisa apenas decidir, conscientemente!

(Parábola) Imagine que você está indo em uma direção e alguém te diz “Ei é por alí” e você vai para o lado indicado. Quando está a muitos passos de onde saiu, outra voz “Volta, é por lá”. Você irá confiar nesta pessoa?

E se eu te lembrar que é exatamente assim que agimos conosco quando somos inseguros!! O seu cérebro perde a confiança na sua decisão e nada do que fizer vai parecer ser importante e um ganho o bastante para sentir orgulho de si. Então, leia, estude o melhor caminho, pergunte a quem já percorreu, pense sobre como será bom para você e DECIDA! E quando decidir, seja opinioso! Confie na sua decisão. Não volte atrás por amor da sua integridade mental. ; )

Autoconfiança: Porque é que você está perdendo a confiança em si? O seu cérebro tem assimilado um conjunto de valores, do que é certo e errado dentro do seu mundo. Quando perdemos a confiança em nós, provavelmente estamos contrariando os estes nossos valores.

Pergunte a você: Eu sou uma pessoa confiável?

Se o seu coração não quer dizer sim e você diz, se você decidiu alguma coisa pela sorte ou pela mente de outros, se você deu uma escapulida e alimenta as rodinhas de fofocas, intrigas ou inveja. Se você elogia os outros, mas, é o maior crítico de si mesmo. Se você age de uma forma sabendo que pode fazer melhor; ah meu amigo, o seu cérebro já entendeu que você não é mesmo confiável!

Aceite toda a sua humanidade, considere cada escapulida como uma oportunidade de polir-se.

E no final, não se esqueça de olhar no espelho e dar aquela piscadinha de quem está manjando muito bem e fazendo de suas limitações um ponto de partida para a sua nova versão!

Você só torna interessante para o outro, quando é interessante para si mesmo!

Eu preciso encerrar com um: Eu amo vocês, saudosos bonzinhos! Estamos juntos! 🙂

[A FÓRMULA DO SUCESSO] Baixe a exata fórmula utilizada pelas pessoas de sucesso