Sempre vi na arte uma carta de alforria para o próprio ego. Enquanto as relações que cultivamos, os conhecimentos que buscamos, o trabalho que desenvolvemos são permeados pelas influências de tudo que vivemos, da cultura, da família, das opiniões incutidas no nosso inconsciente; a arte parece ser o fruto original da nossa essência, do que se pode criar.

Na arte são dispensados as capas, as prisões e os medos. Não importa se fala de guerra ou de paz, do feio ou do bonito, ela carrega uma permissão para viver os dois lados da mesma moeda. A arte toca a verdade que soa dentro de nós! Não há personagem mais real que um artista. É muito sensato pensar que o artista não veste um personagem, o artista despe dos personagens que precisa para sobreviver socialmente e então deixa falar a própria alma!  

É a aversão a todo tipo de condicionamento que vivemos. Um convite para “estar fora da caixa”. É curioso, que o artista é atraído para escancarar o que costumamos ocultar em sociedade. A inveja, o ódio o amor (etc) que, naturalmente, fugimos para não lidar ou apenas para se discutir nos fóruns de psicologia ou nos telhados da educação primária.

Pois bem, a arte toca o prazer e a dor. É um convite a olhar o que se é. Sentir sem oprimir para não ter que padecer das mazelas de que hoje estamos fartos: O ódio que vira vingança, a tristeza que torna depressão, a depressão que vira suicídio, o amor reprimido que vira ansiedade, a libido presa que vira pornografia.

 Na arte o grito é de liberdade. Você pode olhar tudo sem ocultar a própria humanidade, pegar o seu ódio no colo e amá-lo! E neste movimento de mostrar o que se é, é que podemos mudar a frequência do que nos habita!

A cura pela arte, é a expressão para as linhas que se dedicam a estudar a arte como um recurso psicoterápico. Mas, bem antes Beethowen fez das suas composições verdadeiras ferramentas de cura, como ele próprio considerava. É assim também na pintura, na dança, no canto, na poesia e na vida. Se ousarmos tocar o ponto de criação dentro de nós, encontraremos a originalidade que não pode ser comparada, apenas apreciada. Quem sabe, descobrimos um tesouro inegociável capaz de sessar a necessidade de buscar algo fora para preencher dentro. Quem sabe, nos descobrimos poderosos em nossa singularidade e sessem a saga da busca pelo poder. Quem sabe, o barulho da mente de esvai no encontro do silencio que nos fala!

É fácil reparar nos artistas mais puros o desinteresse de tocar alguém, na verdade eles tocam na própria alma e é isto que a faz fagulha! O encanto, a admiração!

Quem é o artista que habita em você?

No desconcerto de ser tanta “coisa” deixamos de ser peças originais do Criador e nos tornamos meras cópias, reproduzindo os papeis que nos cobram os sistemas. E o primeiro direito que nos é tirado é o sabor de olhar as coisas devagar, sentindo a experiência, como se fosse a primeira vez.

Na arte, um caminho de vida?!

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