Era uma vez um passarinho que tinha medo de altura e, portanto, não voava, achava que não conseguiria e cairia no chão ao tentar. Passava o dia todo no seu ninho esperando que buscassem comida para ele, esperava pela chuva para poder beber água. Até que um dia ele se deu conta de que todos os pássaros conseguiam voar enquanto ele considerava não ser capaz. Em consequência disso, estavam todos vivendo suas respectivas vidas com a autonomia que as asas lhes davam. Então, numa manhã ensolarada, decidiu que voaria, que não importa se caísse, mas que iria tentar, pois não aguentava mais viver aquela mesmice. Na primeira tentativa quase caiu, na segunda também, mas, conforme foi adquirindo segurança, seus vôos foram ficando melhores e logo ele mesmo procurava sua própria comida, voava com outros pássaros e vivia novas aventuras. E, assim, ele foi descobrir o mundo que ele mesmo se privou por tanto tempo de conhecer.

Essa história é uma metáfora. Podemos compará-la com a vida humana, pois, certamente, você já deixou de fazer alguma coisa por medo. Medo de não ser aceito, de passar vergonha, de cair, de não conseguir falar, e por aí vai… Todos temos medos e isso é uma realidade, mas o que não é real, muitas vezes, é a ameaça do que te amedronta. Existem, de fato, medos e precauções que devem ser escutados, por exemplo, pular de um abismo, cortar-se com uma faca, entre outros. Porém, muitos receios criados por nós são transformados em medos fundados em ameaças irreais. 

O medo de errar talvez seja o mais comum. Porém, é preciso errar para chegar à excelência. É possível acertar de primeira, mas, quando se erra, é muito mais provável que você atinja um nível de perfeição maior – mas deve-se sempre lembrar que a perfeição não existe.

Com medo de errar, é possível passar uma vida toda na zona de conforto. Zona esta em que não se faz o que quer, portanto não é o caminho para a realização dos sonhos. É aquele lugar onde se sente seguro, sem saber que a magia da vida ocorre onde se sente o frio na barriga. 

Usemos como exemplo aquele emprego que você não gosta nem desgosta. Ele não traz o crescimento profissional que você quer, não trata de assuntos de seu interesse e nem estimula o seu crescimento intelectual, mas que, em troca, você tem um ótimo salário. Esse é um lugar seguro, pois assim pode pagar as contas e comprar o que tem vontade, apesar de não te trazer a completude que a sua alma pede. Algumas pessoas, ao saírem de seus empregos com bons salários para viver o desconhecido, afim de preencher o vazio profissional, dão a explicação de que se tornou insuportável estar naquele lugar sem ao menos tentar sair dali. O risco da tentativa de uma nova vida valia mais do que viver o tédio de uma vida morna. E a quantidade de casos de sucesso é grande, pois essas pessoas, fazendo o que amam, são capazes de criar um ambiente abundante para suas respectivas vidas.

Nas relações interpessoais, os medos aparecem de forma complexa, como expor sentimentos, pedir desculpas por algo, abraçar, beijar, ligar para aquela pessoa especial. Impossível saber como as outras pessoas irão reagir à vulnerabilidade que é expor algum sentimento, mas, ao demonstrar, você tira do peito aquilo que, muitas vezes, aflige e impede de viver verdadeiramente. Só existe o agora e o melhor dia para começar é sempre hoje. Quando você é verdadeiro com o outro, está sendo mais verdadeiro ainda com você. Por mais que o que você fale não agrade ao outro, vai trazer alívio para o seu coração. Pense nisso. Arrisque-se. 

Quando o medo bater, encare-o e note se ele é real ou uma situação imaginária e pessimista que você criou. Se for o segundo caso, lembre-se de que o futuro é imprevisível e que, assim como as coisas ruins, coisa boas também podem acontecer. Pensando negativo, você atrai o que não quer para sua vida. Vigie seus pensamentos e sentimentos. Não deixe de viver por insegurança. 

Deu medo? Vai com medo mesmo!

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