A vida é transitória, pessoas, momentos, coisas tudo que testemunhamos,  passam como num ciclo. E isto é representado para nós como um fim! A crença no “escasso”, no fim leva consequentemente ao medo da perda que, por sua vez, ao apego e depois ao sofrimento.  “o sofrimento é uma condição fundamental de toda existência, sendo a base de sua causa o apego ” – Siddharta Gautama (o Buda).

A vontade de eternizar o que é “passageiro”, não permite aceitarmos que se vá o que é hora de ir. E quando vem a percepção do sofrimento que este apego causa, a primeira reação é buscar o desapego!

Mas, o desapego é também uma forma de apego a uma ideia de “não quero ver”, “não quero lidar”, “prefiro fugir”, “vou desapegar disto ou daquilo”.  A ideia de desapegar-se, leva a outro tipo de sofrimento.

Um exemplo é quando nos apegamos a um relacionamento e sofremos. Para não sofrer, decidimos “desapegar”, ignorar, ficar longe, não relacionar. Mas, percebe que quando esta atitude vem sem a compreensão necessária desde fim de ciclo; mesmo no “desapego” a relação é constante na mente e suga a mesma energia de quando estávamos no apego?!

A solução está na compreensão! Porque o apego é sempre uma ideia fixa, uma crença que o transitório é morte, é fim. No entanto, a transitoriedade da vida é sobretudo uma mudança de fase, um recomeço. Como o maduro cacho de arroz que cai sobre a terra e dá início ao um lindo plantio de arroz que esperavam por um fim para terem os seus começos.

Como diz Alan watts “vida e morte não são duas forças opostas, são dois jeitos de se vê a mesma força”.

E como vê de um jeito diferente a mesma coisa?

De antemão, é preciso se abrir ao fato de que “o grande obstáculo não é a realidade, mas a representação da realidade”. Quando olhamos alguém passar na rua determinamos àquela pessoa com base nas memórias que temos dela ou o que a imagem dela me desperta; que pode ser bem diferente de quem seja a mulher em si.

Então, o entendimento, a compreensão e a consciência que eu tenho da realidade é o que vai motivar a maneira com que eu lido com ela. Muitos de nós, ficamos presos, apegados a histórias doloridas de nossas vidas. Note, que a dor é passageira o que decorre dela é o sofrimento. Enquanto não compreendemos os recomeços que proporcionou os fins contidos nestas histórias, a glória e a vida que veio do “fim”, sentir-nos-emos eternas vítimas derrubadas ao sofrimento por uma dor que veio para anunciar um reinício.

Um bom termômetro para medir o apego é olhar para o tamanho do sofrimento. No plano de fundo de qualquer sofrimento, existe o apego a uma ideia. Quanto maior for a capacidade de olhar pra esta ideia sem julgamentos de certo ou errado, sem representações, mais claramente veremos a realidade!

            A saída é obter consciência! Quando negamos as circunstancias que nos ocorre mais submetidos estamos a ela. Como se dedicou Carl Jung “O que negas te subordina, o que aceitas e transforma”. Quando mais SIM dizemos para a vida, mais somos parte do fluxo da transformação e dos recomeços disfarçados de “fins”.

Com amor e sem apegos 😊

Sinara Carvalho

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