Há uma despedida silenciosa e em massa sendo protagonizada pelos relacionamentos amorosos, ao passo que a busca individual interior se intensifica pelos indivíduos mundo a fora. Há um ponto convergente entre os dois fatos: “O amor é  imperativo para o crescimento espiritual” (Osho, 2012). 

O amor funciona como um espelho que reflete a imagem do avesso, onde é possível ver-se com alma nude nos olhos do amado. Os complexos escondidos, as primeiras impressões de amor, a relação com os pais de quem recebemos o primeiro amor, a nossa vulnerabilidade (…) salta para fora na personalidade do outro. Neste caso a lei da atração tem um segundo nome, projeção.

Os nossos bloqueios escolhem por nós o ideal inconsciente de amor. E não notamos quando mudamos de fase, de relacionamento e a história se repete como num ciclo. Neste ponto, no lugar de ser “uma má sorte”, “dedo podre” ou “não me dou com ninguém” antes é uma oportunidade singular para reconhecermos o nosso lado sombra como sendo uma parte de nós que necessita de cura!

Só então, as fichas caem: -“Se eu julgava a ferida como sendo do outro, por que então elas deprimiam a mim?”. Como defendeu Carl Jung: “Tudo que está inconsciente, projeta-se”.

O amor o convidará a viver toda magia que é possível, mas não cumprirá o prometido “ele o frustrará – e só na frustração profunda é que está a possibilidade de voltar ao seu próprio ser” (Osho, 2012).

A viajem para o interior, para o próprio ser é atribuída aos corajosos! Hora requererá apropriar-se do que lhe pertence, hora pedirá para deixar ir as histórias que nunca lhe pertenceu. Demandará que não fuja das suas mazelas e olhe com compaixão e paciência para os seus traumas compreendendo com profundidade as suas origens, ainda que doa. Cada parte,  vista e compreendida, recebe um novo significado dentro de si, de forma que o que antes era visto como medo, culpa, rejeição, dor agora pode ser visto como potencializador do crescimento/ expansão da própria consciência.

E quando o mundo interior muda, o mundo exterior já não pode ser mais o mesmo, porque “não imprimimos uma face no mundo que não seja a nossa” (C. G. Jung em A natureza da Psique).   

Então passará a ver o medo como um estágio indispensável para compreender o que é a coragem. Verá o ódio como um amor doente que precisa de cura. De posse destes novos olhos, tudo se apresentará como sendo o Bem servindo a um propósito! Do seu centro cardíaco emergirá uma profunda gratidão como se preenchendo todo o seu ser. E então, conhecerá o “amor-Ser”.

“Amor-Ser significa um estado de amor de quando você chegou em casa, quando você soube quem é você, então o amor aflora no seu ser. Agora você pode dá-lo aos outros” (Osho, 2012). Amor-Ser é quando você consegue olhar para si com a dignidade de ter se apropriado das suas próprias limitações e tê-las vencido, ter deixado para trás o movimento de atribuir ao outro a sua felicidade ou infelicidade. É está pronto para olhar a si mesmo como é e aceitar isto com nobreza.

Chega ao fim o “amor-necessidade”, aquele que tem o outro como meio para obter o afeto que inconscientemente é gerado por estímulos externos. Porque, como você pode dar algo que não tem?

Este é o ponto em que, inevitavelmente, muitos ciclos se fecham para dar lugar ao recomeço. E os amores que não ressoam mais com a nova frequência se vão, liberados pela gratidão.

Outros pares amorosos se potencializam e se expandem. Alguns vem como mensageiros como uma peça que faltava para entender-se o “quebra-cabeça” e logo se vão.

E não raro, há os que são temporariamente distanciados, vivem a dor da separação como uma oportunidade para depurar as mágoas ocultas, escolhendo posicionar-se como responsáveis e cocriadores da história que escreveu.  Como protagonistas deste fenômeno muitos são, sincronicamente, reapresentados um ao outro pelo universo. Um feminino e um masculino saudáveis! Conscientes e não exigentes de amor, porque agora podem doar da própria fonte. Como bem disse Bert Hellinger, “O amor de primeira vista é maravilhoso, mas, a segunda vista é necessária para que dê bons frutos”.

Há uma despedida silenciosa e em massa de amores-necessidade para fazer renascer o amor- Ser. A propósito, se usarmos os desafios relacionais para enxergar as nossas carências de amor logo, estaremos todos  à serviço da elevação de frequências do nosso clã – família humana. Os mesmos corpos e uma nova consciência!

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