Ao olhar para uma gaveta abarrotada de roupas, como fazer as novas peças de vestuário que você comprou caberem na mesma gaveta? Separar as roupas que não se usa mais para a doação abriria mais espaço para que se encaixassem as novas peças que você adquiriu. Esta parece ser uma boa solução, pois dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar. 

Assim como os corpos, esse ensinamento deve ser usado com sentimentos e emoções. Às vezes estamos tão conectados com situações passadas que nem percebemos que isso nos impede de viver novas experiências. Praticando o desapego, é possível adquirir a liberdade para construir uma nova realidade com consciência. 

Existem sentimentos que são difíceis de se livrar e, em alguns momentos, você pode notar-se brigando contra si mesmo, na esperança do desapego sem muito sucesso. A raiva, o medo e a frustração aparecem nos primeiros lugares do ranking dos sentimentos de difícil esquecimento. Para dissolvê-los, é necessário o perdão. Perdoar é um ato de coragem, pois não é fácil. Às pessoas que fizeram coisas ruins, cabe lembrar que elas são humanas e podem errar, assim como você. Mas a principal pessoa a ser perdoada deve ser você. No momento em que as coisas se passaram você fez o que pôde e tudo bem. Hoje você é uma nova pessoa que viveu diferentes experiências e pode agir de maneira diferente. 

Você só consegue se desfazer de alguma coisa quando se tem consciência desta. Quando algo negativo acontecer, é importante se perguntar o que foi aprendido com aquela situação. Nem tudo é ruim, pois todo acontecimento gera um aprendizado, que é algo positivo e pode ser carregado ao longo da vida. Olhando com compaixão para os processos vividos, é possível promover uma recuperação mais consciente de todo o processo e, às vezes, até mais rápida.

Algumas vezes é possível deixar ir situações passadas usando as mesmas como incentivo para construir uma nova realidade. E por que não? A vida é incerta e não temos controle de nada. Mas o universo é abundante e tudo pode acontecer. Seguir com a certeza de que coisas ruins acontecem mas dias melhores virão sugere um olhar otimista e persistente diante das adversidades da vida. São inúmeros os casos de pessoas que perderam o que tinham de mais valioso, mas que nunca desanimaram e seguiram vivendo com perseverança de que iriam conquistar algo igualmente valioso e que fizesse seu coração vibrar novamente. 

É tudo questão de qual a lente que se usa para enxergar a vida. Enquanto o apego ao passado levar ao remoer de situações que não podem mais ser modificadas, a vida não segue totalmente aberta aos novos caminhos possíveis. Cabe apenas a quem está vivenciando as experiências decidir onde quer colocar sua atenção: no que já foi e não tem como mudar mais; ou no terreno fértil do momento presente, que pode ser criador da realidade em que tudo pode ser melhor. 

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