Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu, há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou…  Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; Tempo de rasgar, e tempo de coser; Tempo de estar calado, e tempo de falar; Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz”. Eclesiastes 3.

A vida é cheia de ciclos, ritmos, compasso perfeito que determina o período para cada coisa que pode ser observada na natureza, inclusive em nós. Assim como as estações do ano marcam as épocas para o comportamento de tudo que é natural, nosso “Eu” também está sujeito a esta diversidade, pois não é estático, modula assim como nas estações do ano.

Podemos, utilizando analogia, dizer que temos o Outono, o Inverno, a Primavera e o Verão do “Eu”, representando respectivamente: Reflexão, Introspecção, Renascimento e Expansão.

O OUTONO DO “EU

Ciclo em que começamos a desacelerar o eufórico ritmo do Verão, preparando nosso corpo, mente e alma, para o rigor da próxima estação, iniciando um período de reflexão, uma espécie de “balanço de safra”. No conforto do clima ameno, nos colocamos dispostos a realizar uma análise geral, aguçando nossas percepções e sentidos para apurar e definir os pontos que medidos, tornaram insatisfatórios, sinalizando necessidades de mudanças, seja nas relações, nas rotinas, no próprio Ser, enfim, ao que se apresenta nas experiências dos últimos ciclos.

NO INVERNO DO “EU

Motivados pelas reflexões da estação anterior, a chegada do Frio intenso, faz um convite ao recolhimento, com reflexões mais profundas, para que as respostas com relação às mudanças necessárias possam emergir das profundezas do Ser. Inevitável que a nossa alma tenha que enfrentar diversas questões que propulsionam a válvula para imergir os pontos que geram insatisfações.

Quanto mais nos aprofundamos nas questões que geram insatisfações, mais nos desafiamos a lidar diretamente com nossas dores, até o ápice deste processo, que é conhecido como noite escura da alma, onde temos que lidar com medos, tristezas, solidão e angustia. Somente conhecendo nossas profundezas e tomando contato com o que nos tem incomodado, poderemos esvaziá-los e transcende-los.

PRIMAVERA DO “EU

Transcendendo á noite escura da alma, eis que estamos prontos para a estação do renascimento,  nos colocando novamente aptos ao recomeço, desta vez, tendo esvaziado os sentimentos de tristezas e angústia, estamos prontos a agir de forma diferente para alcançarmos os resultadosde desejados. Com nova postura, seguimos para a estação do crescer e florescer, para reconhecer a beleza e a abundância que podemos CO-CRIAR, expandir para além do mundo que nos envolve, protagonizamos a expansão renovação de uma nova energia.  

VERÃO DO “EU

No Verão do “Eu”, vivemos a plenitude da alma, participando com alegria das nossas funções terrenas, conectados a gratidão, vivemos no espirito da celebração, força, entusiasmo e poder.

Um ritmo de euforia, transbordando energia vital, sentindo enorme força, sabemos que estamos integrados para viver a abundância das coisas naturais, sem esquecer do processo de reflexão, morte e renascimento de outrora, para considerar a evolução e maturidade sobre às experiências vividas.

Reconhecemos que neste plano há efemeridade na vida orgânica e que é preciso aproveitar cada minuto do nosso AGORA.

Vale dizer, que apesar de vivermos sensações estimuladas por condições climáticas, o estado do “Eu” ou da alma, não está necessariamente vinculado as condições climáticas, há também diversos outros fatores que podem contribuir para que ingressemos em determinada “estação” independente da natureza externa.

Alguns acontecimentos podem dar um “start” a condição de “inverno do Eu”, disparando uma crise que pode provocar um mergulho profundo, vivenciando a noite escura da alma.

Assim como na natureza, devido a grande oscilação  emocional que estamos sujeitos,  não é impossível, atravessarmos as quatro estações do “Eu”, em um único dia, percorrendo uma escala que vai da euforia à reflexão profunda.

A transição entre as estações, por vezes podem também estar condicionadas às condições do próprio organismo, podendo ser visivelmente diagnosticadas em consultas e exames médicos.

Conscientes que estaremos sujeitos a estas estações, podemos deixar de fazer resistências ao enfrentamento destas condições, procurando através da expansão da nossa consciência, darmos  mais atenção  ao que cada estação tem a nos ensinar. Se ficarmos atentos a isto, podemos, sem dúvida, sair mais fortalecidos de cada uma delas, confluindo para maior aprendizado e evolução.

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