A síndrome de Peter Pan e o amadurecimento emocional

Você já deve ter assistido ao desenho do Peter Pan certo? Na história escrita pelo britânico James Matthew Barrie em 1911, Peter Pan é um rapaz que se nega a crescer, vivendo em um mundo mágico cheio de aventuras e envolvendo um grupo de crianças como os irmãos Wendy, John e Michael.

A história antiga e várias vezes transformada em filmes, séries e desenhos, hoje se tornou também objetivo de estudo para caracterizar um grupo de pessoas que não querem crescer, as pessoas com Síndrome de Peter Pan. Seja pelo medo que a vida adulta proporciona, pela nostalgia dos tempos infantis ou pela falta de uma infância sadia, essa síndrome cresce assustadoramente em todo mundo.

Mas afinal, o que é a Síndrome de Peter Pan? Por que isso atrapalha qualquer forma de amadurecimento emocional? É possível equilibrar a imaturidade com a maturidade? Vejamos os malefícios desse problema para nossas vidas e como fugir dessa realidade, cada dia mais latente.

Síndrome de Peter Pan

A primeira vez que foi feita uma correlação entre o livro de James Burrie e os homens que não querem crescer, foi no ano de 83 pelo psicólogo Dan Kiley, que escreveu o livro ´´A síndrome de Peter Pan“. Nele, o doutor Kiley trata da sua análise no comportamento de muitos homens que insistem a ter atitudes infantis e se negam a ser pais, querendo se manterem filhos.

A partir daí, essa síndrome começou a ser estudada e observa-se hoje que o número de pessoas com o problema só aumentou. Com o crescimento da tecnologia e a liberação de leis que impedem ou diminuem a forma como os pais instruem seus filhos, houve um aumento vertiginoso em pessoas, tanto homens como mulheres, que sofrem de uma dependência que tirou a capacidade de se cuidarem e evoluírem como seres humanos.

Não se responsabilizam por seus atos, querem viver uma vida sob os cuidados dos pais, gostam de brincadeiras e levar uma vida sem frustrações e não gostam de pensar na possibilidade de mudança ou envelhecimento, buscando alternativas que deixam cada vez mais jovem, como por exemplo, usar roupas de adolescente ou ter um vocabulário infantil.

Adolescência permanente

Mais frequente nos homens que em mulheres, na Síndrome de Peter Pan a adolescência nunca terminou, é uma fase eterna cheia de aventuras e irresponsabilidades. O ser humano precisa sempre estar em evolução, somos seres que quando criança é natural que fiquemos mais próximos de nossos pais, porém conforme crescemos, precisamos aprender a ser independentes.

No caso das pessoas com Síndrome de Peter Pan, a dependência nem sempre é total, sendo que muitos trabalham em boas empresas, tem seu carro por exemplo, mas podem ainda morar com os pais e terem em seus quartos fotos e símbolos que remetam a adolescência.

Além disso, a falta de interesse em se responsabilizarem por seus erros e o desejo de manter relacionamentos amorosos permanentes, demonstram que essas pessoas tem um amadurecimento emocional bastante fragilidade.

Amadurecimento emocional

Mimados, irreverentes ao extremo, dependentes e com um diálogo infantilizado ou cheio de gírias, as pessoas com Síndrome de Peter Pan são em geral, pessoas que não conseguem encarar seus desafios como seus, remetendo muitas vezes aos pais a responsabilidade ou a outras pessoas.

A inteligência emocional, que demonstra o quanto conseguimos controlar nossos sentimentos e emoções, são cada vez menos eficientes em quem sofre dessa síndrome, causando uma grande dificuldade em se relacionar com pessoas.

Não aceitam críticas, vivem em um mundo paralelo e nos relacionamentos amorosos, não conseguem manter o envolvimento por longos períodos, por conta da falta de interesse em encarar um casamento no futuro por exemplo.

A primeira vista, essas pessoas parecem viver uma vida relativamente boa, mas por conta de sua dependência, falta de vontade de evoluir e se tornar uma pessoa mais madura, acabam por passar por frustrações e cobranças que podem desencadear transtornos ainda mais sérios do que a síndrome, como depressão e ansiedade.

Complexo de Wendy

O Complexo de Wendy é baseado no comportamento da personagem do livro de James Barrie. Wendy é uma jovem que a convite de Peter Pan, acaba se tornando um tipo de tutora e autoridade na Terra do Nunca, que busca a qualquer custo o bem estar do grupo, ainda que isso signifique passar por cima de si própria ou evitar conflitos necessários.

Mais comum em mulheres do que em homens, o Complexo de Wendy se caracteriza na pessoa que busca o bem estar do outro e muitas vezes faz sacrifícios e concessões, apenas para a felicidade da outra pessoa, mesmo que no fundo isso não esteja sendo exatamente benéfico para si.

Pessoas com esse transtorno, podem ter relacionamentos onde a possessividade é o foco, além do que, não permitem que a outra pessoa tome decisões, agindo no lugar e sempre evitando qualquer desagrado do outro. Em outras palavras, não suporta discussões e sempre quer passar uma ideia de tudo perfeito, quando o diálogo deveria ser necessário para que ambos ou todos em um grupo estejam felizes.

Mulheres com esse transtorno, precisam aprender a confiar no outro e trabalhar em grupo, evitando ficar sobrecarregadas. Além disso, devem deixar de serem possessivas e se conscientizar que o diálogo, ainda que gere conflitos é necessário, principalmente quando esses conflitos são a solução para vários problemas de relacionamento.

Voltando a crescer

Apesar de ser boa a infância, é uma fase rápida e que devemos viver em sua plenitude assim como adolescência. Porém esses momentos passam e a vida adulta será para sempre, sendo necessário que estejamos preparados para amadurecer e evoluir a cada dia.

Através da psicoterapia, é possível que homens, assim como mulheres com a síndrome de Peter Pan, aprendam a se conhecerem e perceberem que o crescimento é necessário, importante e algo nada doloroso, que pode trazer grandes desafios maravilhosos e uma evolução importante para seu intelecto.

Portanto, mais do que apenas mudar a sua mente, é preciso se desprender, “desapegar” de coisas de um tempo bom mas que se foi, dando lugar para um novo e positivo eu.

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