A segunda chance do Homem de Ferro

Ator e dependente químico. Duas situações que jamais deveriam ser escritas na mesma frase, mas em relação a vida de Robert Downey Jr, essas duas palavras foram cruciais em sua vida por mais de uma década, levando o prodigioso ator a ser visto como alguém que não deveria receber uma segunda chance.

Filho de ator, indicado ao oscar antes dos 30 anos e uma adolescência regada a bebidas e drogas, levou Downey Jr a ir de um ator em ascensão ao declínio, entrando e saindo de reabilitações e tribunais, até ganhar uma nova oportunidade em sua vida pessoal e principalmente profissional, o que salvou sua vida para sempre.

Primeiros anos

Robert Downey Jr nasceu em Nova York em 4 de abril de 1965. Filho do ator Robert Downey Sr e Elsie Downey, cresceu em sets de cinema, já que seu pai além de ator é produtor, diretor e escritor de filmes. Robert jr  fez seu primeiro filme aos 5 anos e aos 6 foi apresentado as drogas pelo próprio pai, usando maconha pela primeira vez e nos anos seguintes outras drogas, entre elas bebidas alcoólicas.

Robert era um garoto agitado e na escola de balé clássico em Londres, onde foi estudar aos 10 anos, era conhecido por ser falador, impulsivo e bem humorado. Depois do divórcio dos pais em 77, morou um tempo com o pai e depois com a mãe no início da década de 80, indo trabalhar em uma loja de sapatos e também um restaurante.

Trabalhos e drogas

Robert Downey Jr aproveitou bem os contatos do pai famoso, e durante a década de 80, começou a buscar oportunidades. Depois de aparições no cômico Saturday Night Live, Downey Jr se viu envolto de  boas propostas em Hollywood, aproveitando alguma delas como o valentão Ian em Mulher Nota 1000 e Abaixo de Zero, onde interpretou um viciado em cocaína.

A partir deste momento, Robert começou a ser visto como um ator em ascensão, tanto que sua grande oportunidade veio por meio do filme Chaplin de 1992, onde ele interpreta o próprio Charlie Chaplin. O filme foi um sucesso de bilheteria e crítica, dando a Robert uma indicação ao Oscar, a qual ele perdeu para Al Pacino por Perfume de Mulher.

Apesar da derrota no Oscar, Robert ganhou um Bafta por sua excelente interpretação de Chaplin, tornando o ator, até então visto com descrédito, em um astro do cinema. Robert ficou bastante entusiasmado com os holofotes e acreditava que a partir daquele momento, apenas bons e grandes filmes iriam aparecer em seu prodigioso currículo.

Mas nem tudo o que desejamos é exatamente como esperado. Os vícios em drogas e o alcoolismo, começaram a se tornar um problema visível na vida de Robert, o levando a ter problemas com a polícia por posse de drogas, muitos episódios bêbado e até passar alguns tempos em prisões e reabilitação.

Chegou a ser pego com drogas pesadas como heroína e uma arma em seu carro no ano de 96, levando a cadeia e passando um curto período preso. Pouco tempo depois foi preso novamente, depois de ser flagrado dormindo na cama de seu vizinho, totalmente drogado e bêbado.

Ao longo dos anos, Robert se tornou um desajustado e conhecido em centros de reabilitação, pois além de não se regenerar, ainda fugia e como consequência, chegou a ficar mais de 1 ano preso por mal comportamento.

Praticamente durante uma década, de 93 a 2003, Robert caiu no ostracismo e se tornou só mais um ator que tomou um caminho errado, sendo visto como uma péssima escolha de atuação para próximos filmes, mesmo que seus feitos anteriores mostrassem seu enorme talento.

Renascimento

Com poucos trabalhos, Robert buscou se recuperar, chegando a ganhar um Globo de Ouro e indicação ao Emmy por sua atuação em um filme para tv chamado Ally McBeal. Apesar dessa vitória, Robert não soube aproveitar a chance, se envolvendo com cocaína e voltando a uma nova reabilitação.

Ao mesmo tempo que a carreira parecia levantar voo e desabar, Robert se reerguia, entendendo que algo precisava ser feito em si mesmo ou do contrário encontraria um desfecho trágico para sua vida. Divorciado e com um filho adolescente, ele encontrou na atriz Susan Levin, sua esposa atual, a força necessária para recomeçar.

Levando a sério a reabilitação, começando a fazer artes marciais como Wing Chun e num novo relacionamento, Robert Downey Jr fica sóbrio a partir de 2003, buscando recomeçar de baixo, pegando pequenos papéis e buscando contatos antigos, além de demonstrar a todos que estava completamente mudado.

Homem de Ferro

Jon Favreau, diretor do filme Homem de Ferro, viu que o personagem principal não poderia ser feito por outro ator se não Robert Downey Jr. Jon apostou alto quando escalou o ator, porém comprou uma briga séria com a Marvel, que enxergava em Robert um ator problemático, que não deveria receber uma oportunidade tão grande assim.

Mas a Marvel comprou a ideia de Jon, confiou em Robert e percebeu que acertou em cheio na escolha, assim que o primeiro filme Homem de Ferro de 2008 foi lançado, arrecadando mais de 585 milhões de dólares e indicado a duas estatuetas no Oscar do ano posterior.

Até o momento, a franquia Homem de Ferro já teve mais 2 filmes, sendo que o segundo arrecadou quase 624 milhões de dólares e o terceiro, mais de 1 bilhão e 200 milhões de dólares. Robert Downey Jr, foi considerado o ator mais bem pago dos Estados Unidos entre 2013 e 2015, e no momento, está em produção para o quarto e último filme da saga Homem de Ferro.

Segunda chance

Robert Downey Jr pode ter encontrado muitos problemas pelo caminho se aventurando nas drogas, chegando a perder todo prestígio e reconhecimento que conquistou nos primeiros anos de sua carreira.  

Apesar da influência negativa do pai e de suas próprias escolhas, teve felizmente uma segunda chance, aproveitando e conseguindo se recuperar por completo, encontrando a paz que necessitava e se tornando um verdadeiro homem de ferro que supera qualquer dificuldade.

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