Emoções do subconsciente – Ciúmes

O sentimento de ciúmes é algo que realmente mexe com o nosso interior, desequilibra a nossa mente e acaba nos enfraquecendo. Quando estamos com este sentimento aflorado dentro de nós, temos a sensação de que estamos sendo traídos por nós mesmo: afinal, estamos sentindo algo que não gostaríamos de estar sentindo naquele momento.

O ciúmes possui o poder de nos dividir internamente. Enquanto uma parte de nós pede por atenção ao sentir-se excluído, a outra parte nos reprova por estarmos com este mesmo sentimento, pois é sabido que o ciúmes possui o poder de destruir a ordem e o equilíbrio emotivo de qualquer tipo de relacionamento.

Nem sempre o ciúmes é admitido de forma veemente, porém o ciúmes é um sentimento muito comum, que faz parte de nossas vidas e de qualquer tipo de relacionamento entre as pessoas.

Admitir o ciúmes e aprender a lidar diretamente com este sentimento é uma atitude interna e saudável, que aumenta o processo de evolução interna em busca do autoconhecimento. Entretanto ele pode levar a ser um fator patológico quando é levado a perder a capacidade de realizarmos escolhas de forma consciente.

É por isso que o ciúmes não deve ser levado como um sentimento simples e infantil que passa com o passar do tempo, porém, deve ser enfrentado como algo que pode comprometer o bom funcionamento de todo o sistema emocional de qualquer ser humano, assim como o processo de amadurecimento de seus relacionamentos.

Se o ciúmes não for controlado, ele pode trazer sérias consequências: podemos nos alimentar de sentimentos como confiança e até atitudes agressivas, aumentando a ansiedade, ódio, humilhação, vergonha e, em casos extremos, depressão e até desejo de vingança.

O principal fator que deve ser determinante ao trabalhar o seu ciúmes é a sua autoestima, pois é quando ela está em baixa nos causa insegurança e impotência, fazendo com que passamos a imaginar coisas e fatos inexistentes – principalmente voltada à energias negativas.

A sensação de ciúmes é como um sinal de alerta que nos informa que algo está nos ameaçando de forma real ou imaginária, invadindo o nosso sentimento afetivo por algo ou alguém.

Nosso instinto primitivo de preservação procura reduzir qualquer tipo de risco de perder a pessoa amada ou fatos que nos fazem sentir seguros e protegidos.

Quero citar aqui um livro muito interessante de Bert Hellinger, “A simetria oculta do amor”, que traz uma abordagem muito importante sobre o funcionamento do ciúmes: “a pessoa ciumenta deseja inconscientemente que o (a) parceiro (a) se vá.

Segundo o autor, alguns pensamentos inconscientes nos levam a afastar nossos parceiros:

  • Para acreditar uma antiga crença que faz com que pensamos que não merecemos o amor, por exemplo, ou que possamos causar infelicidade. Algumas pessoas possuem o medo de serem abandonadas e, de forma inconsciente, acabam afastando o seu parceiro. Passam a acreditar naquilo que imaginam ser, como se abandonar fosse melhor do que separar-se de forma voluntária.
  • Para seguir as crenças da família: supomos que, se agirmos como nossos pais agiram quando não conseguiram mais se aceitarem por completo, acabaram separando-se ou quando um deles acaba morrendo no início do relacionamento.
  • Para agir de forma semelhante inconscientemente devido à outra pessoa prejudicada por outros fatores. Por exemplo, uma mulher que não se casou pois precisava se dedicar a cuidar de seus pais já envelhecidos. Então sua sobrinha acabou identificando-se de forma inconsciente com ela e acabou também não se casando.

Seguindo esta linha de raciocínio, a cura necessita primeiramente em tomar consciência do real sentido do seu papel exercido no conflito familiar para, em seguida, deixar de exercer uma atitude de mero coadjuvante deste mesmo sentimento negativo.

Ou seja, ao identificarmos como exercemos a nossa história pessoal que está impregnada pelo mesmo conflito geracional mal resolvido, precisamos tomar a atitude de mudar este sentido, mudando nossas posições para protagonistas de nossa própria história.

A capacidade consciente de nosso papel no âmbito familiar é o nosso objetivo para identificarmos o porque deste sentimento negativo perdurar por algumas gerações em nossa família.

Cabe a você mudar este comportamento de forma consciente e passar a atrair mais daquilo que você deseja utilizando a nossa Lei da Atração.

Entretanto, vou deixar uma dica para quem percebe que o ciúmes está atrapalhando de uma forma ou de outra a sua vida: inicie por analisar quando e como o sentimento de ciúmes surge.

Analise os fatos e como você reage à eles. Ao realizar este exercício, será possível gradualmente deixar de ter reações exageradas, pois quando você consegue analisar a si mesmo, estará aprendendo a melhorar o seu olhar de forma sadia, obtendo a capacidade de discernir entre o que é imaginário e o que é realidade.

A melhor forma de diminuir esta ansiedade gerada pelo ciúmes é deixar de senti-lo como um sentimento de drama e passar a expressá-lo de forma natural, ou seja, mais como uma experiência de sofrimento emocional.

Ser sincero consigo mesmo e dedicar-se ao outro de modo simples e honesto costuma ser uma ótima opção, pois é através da sinceridade que deixa-se de ter o sentimento de desejo de manipulação e controle sobre o próximo.

Quando você conversar com o seu parceiro sobre o seu sentimento de ciúmes, deixará de usar este sentimento como um mecanismo de defesa ou de ataque para deixar o seu parceiro no seu controle.

Se utilizarmos o ciúmes como uma forma de controlar nosso parceiro ou parceira, corremos o risco de afastá-lo cada vez mais de nós. Porém é muito importante não negarmos este sentimento, pois se você deixá-lo trabalhando em seu subconsciente será você mesmo que irá naturalmente acabar se isolando, acarretando em um problema ainda maior, pois cada vez que você se afastar, a tendência do sentimento de ciúmes é só aumentar ainda mais. A melhor forma é buscar ajuda para melhorar a sua autoestima e aprender a lidar diretamente com a sua realidade!

Desvalorizar a si mesmo é um dos fatores iniciais mais importantes do ciúmes descontrolado. Pessoas que possuem a segurança em si mesmas e se valorizam como ser, não se deixam levar por este tipo de sentimento, afinal de contas, são pessoas assim que possuem o controle dos seus conflitos emocionais internos e usam-os em benefício próprio em busca de um amadurecimento e crescimento interior.

Em suma, expressando de forma consciente nossas experiências emocionais com o objetivo de melhorar nossos relacionamentos, estaremos produzindo sensações positivas como honestidade e sinceridade, atitudes estas que são fundamentais para um relacionamento produtivo de constante amor e progresso evolutivo.

Eu, Catarina, sempre indico aos meus leitores o livro de um grande amigo meu, chamado Nicholas Johnson. Caso você não o conheça, você logo saberá mais sobre ele. Como a maioria dos temas que escrevo se trata da Lei da Atração, o livro também entra nesse tema.

Nicholas escreveu um livro muito completo, com exercícios e conhecimentos poderosos e nunca antes mostrados sobre a poderosa Lei da Atração e os benefícios que ela trás para nossas vidas.

Como eu sempre indico para meus leitores, dessa vez não farei diferente. Caso queira começar a praticar tudo que ele ensina e aprender a fazer o universo conspirar a seu favor, responda este rápido quiz, dessa forma eu saberei se você realmente quer descobrir os ensinamentos poderosos de Nicholas Johnson.

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